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Bem-vindo(a) ao seu Aspirantado
Antes de explorar esta página, quero conversar um pouco com você sobre esse período que está começando.
▶ Assista à mensagem da Mãe KátiaVídeo no YouTube · abre em uma nova abaO grupo de Médiuns é o principal canal de avisos da Casa. Entre no grupo e veja com quem falar em cada situação.
Nossa Casa está fundamentada no culto aos Òrìṣà, no reconhecimento e cuidado com Orí e na relação com a ancestralidade.
Esses fundamentos atravessam aquilo que você começará a estudar, vivenciar e compreender durante sua caminhada no Ilé.
Orí ocupa um lugar central na compreensão da nossa caminhada individual.
Ao longo da sua formação, você aprenderá a compreender melhor sua relação com Orí, destino, escolhas e responsabilidade sobre a própria existência.
Nossa Casa é uma Casa de culto aos Òrìṣà.
Durante sua caminhada, você conhecerá os Òrìṣà cultuados no Ilé, seus fundamentos e a maneira como essa relação é vivida dentro da nossa tradição.
A ancestralidade também faz parte dos fundamentos da nossa Casa.
Reconhecemos aqueles que vieram antes de nós e a importância da continuidade, da memória e dos saberes transmitidos através das gerações.
O Aspirantado é um tempo de aproximação, aprendizado, vivência e convivência.
Enquanto você conhece nossos fundamentos, nossa organização e a maneira como vivemos o sagrado, a Casa também começa a conhecer sua forma de participar, aprender, conviver e construir seu lugar dentro da comunidade.
Este é um tempo para conhecer, observar, aprender, perguntar e viver a Casa.
Desafios do começo
Desafios do começo
Chegar, criar vínculos e construir o seu lugar na Casa
Começar a caminhar em uma Casa que já possui história, rotina e vínculos construídos pode trazer muitas descobertas… e também alguns desafios.
Conhecer pessoas, compreender a dinâmica da Casa, encontrar onde participar e começar a criar vínculos faz parte desse processo.
Pertencer também é algo que se constrói.
Uma palavra da Ìyálòrìṣà para quem está começando a caminhar conosco
Assista ao vídeo
▶ Mãe Kátia — Sobre pertencerVídeo no YouTube · abre em uma nova abaQuando eu ainda não me sinto parte
No começo, é natural ainda não conhecer todo mundo, não compreender completamente a dinâmica da Casa ou não saber imediatamente onde é o seu lugar.
Você está chegando a uma comunidade que já existia antes da sua chegada. Existem pessoas que caminham juntas há anos, tarefas que já possuem uma dinâmica, vínculos que foram construídos com o tempo e uma rotina que você ainda está aprendendo.
Não transforme esse tempo de adaptação imediatamente em falta de pertencimento.
Aproxime-se das pessoas. Participe. Pergunte onde pode ajudar. Esteja disponível para aprender e permita também que seus irmãos conheçam você.
Mas essa responsabilidade não pertence somente a quem está chegando.
Quem já faz parte da Casa também precisa aprender a acolher, aproximar, ensinar e abrir espaço para quem está começando.
Uma comunidade se constrói com movimento dos dois lados.
Quando alguma coisa me incomoda
Fazer parte de uma comunidade também significa aprender a conviver com pessoas diferentes de nós.
Nem sempre alguém perceberá aquilo de que você precisava naquele momento. Uma palavra poderá incomodar. Uma correção poderá ser difícil de receber. Você poderá não ser chamado para alguma atividade ou interpretar uma situação de uma maneira diferente daquela em que ela realmente aconteceu.
Por isso, antes de transformar uma situação isolada em uma conclusão sobre a Casa ou sobre o seu lugar nela, procure compreender o que realmente aconteceu.
Mas isso não significa aceitar tudo
Maturidade não significa ficar em silêncio diante de algo que realmente precisa ser conversado.
Se alguma situação incomodou você, procure a referência adequada e fale.
O que não ajuda é alimentar interpretações, transformar uma situação em comentários paralelos ou construir uma conclusão antes de procurar compreender o que aconteceu.
Não transforme uma dificuldade em uma narrativa coletiva.
Pertencer também é cuidar
Com o tempo, alguma coisa começa a mudar.
E o Templo deixa de ser apenas um lugar onde você chega para participar de uma atividade ou receber algo do sagrado.
Você começa também a perceber a sua responsabilidade sobre aquilo que encontrou.
Eu não apenas faço parte desta Casa.
Eu também sou responsável por aquilo de que faço parte.
Você não precisa…
Vínculos precisam de convivência.
Confiança precisa de tempo.
E pertencimento também precisa de participação.
Antes de permitir que uma dificuldade humana ocupe todo o espaço da sua caminhada, volte a uma pergunta:
As relações humanas fazem parte da vida dentro de uma Casa de Àṣẹ.
Haverá encontros, diferenças, aprendizados e, algumas vezes, desencontros.
Mas existe algo que precisa continuar no centro de toda essa caminhada:
Materiais para download
Seus materiais.
Leia com calma, mais de uma vez, e traga suas dúvidas para a responsável pelo aspirantado.
Material exclusivo do Templo. Não reproduza nem compartilhe sem autorização.
Mapa do dia · ao chegar e ao ir embora
Cheguei ao Templo. E agora?
Seu percurso ao chegar à Casa — e a ordem certa para sair dela
Saúde os pontos de força
Ao chegar à Casa, o primeiro movimento é cumprimentar e reverenciar as forças sagradas presentes no Ilé. Não faça esse percurso mecanicamente. Pare, saúde e tenha consciência de quem está cumprimentando.
- Èṣùmovimento · comunicação · possibilidadesÉ por Èṣù que começamos. Pedimos licença para adentrar a Casa e para que nos acompanhe na movimentação dos trabalhos, do desenvolvimento e da mediunidade.Como saudar: curve o corpo para a frente em posição de reverência, bata a mão três vezes e diga: Láàróyè Èṣù! Mo júbà.
- Ọbalúwayéterra · transformação · curaỌbalúwayé é o Senhor da nossa Casa. Sua força nos conecta à terra, aos processos de transformação, à cura e à sustentação do nosso Ilé.
- Nàná Bùrùkúancestralidade · experiência · sabedoriaConecta-nos à maturidade e à sabedoria construída através do tempo, da experiência e da vivência.
- Cruzeiro das Almasancestralidade · memória · sustentação espiritualAqui saudamos Vovó Branca de Aruanda, dirigente espiritual do Templo, nossos ancestrais e a Confraria das Santas Almas.
- Ọ̀ṣọ́ọ̀sìdireção · busca · expansãoForça relacionada à busca, à direção, à expansão e à capacidade de encontrar caminhos.
- Ọ̀sányìnnatureza · folhas · conhecimentoSua força está relacionada às folhas, à inteligência da natureza e ao Àṣẹ presente no mundo natural.
- Ẹgbẹ́ Ọ̀runpertencimento · vínculos · comunidade espiritualConecta-nos à dimensão espiritual dos vínculos e do pertencimento.
- Ṣàngóequilíbrio · justiça · responsabilidadeSua força nos coloca diante do equilíbrio, da justiça, da ordem e da responsabilidade.
- Casa dos Exusentidades e forças espirituais de trabalhoNa Casa dos Exus, reverenciamos as entidades e forças espirituais de trabalho cultuadas dentro da tradição da Casa.
Prepare-se para o trabalho
🕯 Traga sua vela branca.
Entre no Abassá
- Entrada do Abassá.
- Fazer o sinal da cruz no chão, na porta, com a mão.
- Ir até o centro da estrela.
- Deitar-se e bater cabeça.
Saúde o Congá e os pontos internos
Faça sua saudação ao Congá e, em seguida, aos assentamentos do Abassá:
Cumprimente o atabaque
O atabaque dentro de uma Casa de Àṣẹ não é apenas um instrumento musical. Ali também existe força sagrada e, por isso, ele é reverenciado.
Na tradição yorùbá, o tambor tem um Òrìṣà: Àyàn, ligado ao ritmo, à música e à expressão sonora dos Òrìṣà. Ele é compreendido como o espírito ancestral que “fala” através da madeira e do couro do instrumento — é por meio dele que os toques alcançam o mundo espiritual.
Por isso, o toque correto do tambor é uma oração e uma forma de invocação dessa força sagrada. Cumprimentar o atabaque é reconhecer essa presença.
Acenda sua vela
Acenda sua vela no local destinado ao Anjo da Guarda. Este é um momento de conexão com seus protetores espirituais e com o seu Orí.
Peça a bênção
Você não precisa passar pelos irmãos sem cumprimentá-los enquanto procura a hierarquia. Se encontrar alguém pelo caminho, cumprimente e peça a bênção normalmente.
E agora? Participe.
Observe o movimento da Casa. Veja o que está sendo preparado e procure saber onde você pode colaborar.
Na hora de ir embora
- Consulte sua escala. Veja no quadro qual é a sua escala de limpeza do dia.
- Cumpra sua escala. Realize a limpeza e a organização pelas quais você ficou responsável.
- Terminou sua escala? Antes de ir embora, pergunte se alguém ainda precisa de ajuda.
- Ninguém precisa de ajuda? Agora você pode ir ao vestiário, trocar de roupa e recolher seus pertences.
- Avise que está indo embora. Despeça-se e peça a bênção.
- Saudações de saída — no sentido inverso da chegada:
Para lembrar
Não faça os movimentos mecanicamente. Com o tempo, a sequência fará parte da sua vivência. Mas existe algo que nunca deve se tornar automático: a reverência.
Regras e disciplina
Viver em comunidade também exige responsabilidade.
Entenda como nossa Casa se organiza e o que esperamos de você.
Uma Casa de Àṣẹ é um espaço sagrado, mas também é uma comunidade. Para que muitas pessoas possam caminhar, aprender e trabalhar juntas, precisamos de organização, responsabilidade e respeito aos acordos da Casa.
▶ Por que temos regras e disciplina?Vídeo da Mãe Kátia · abre em uma nova abaO que você precisa saber na prática
Você não precisa decorar tudo de uma vez. Estas orientações ficam aqui para que possa voltar e consultar sempre que precisar.
Sua presença faz parte do compromisso assumido com a Casa.
Respeite os horários estabelecidos para cada atividade e procure chegar com a antecedência orientada.
Se precisar faltar, avise — e avise você mesmo. Comunique a falta, com antecedência, diretamente à Mãe Kátia ou ao coordenador responsável pelo aspirantado. Não peça para outro irmão avisar por você.
Imprevistos acontecem. Se realmente não for possível avisar antes, comunique assim que puder.
Não poder comparecer pode acontecer. Faltar sem comunicar é diferente.
O Abaçá é um espaço preparado para o trabalho espiritual.
Durante as atividades, preserve o silêncio e a concentração. Evite conversas, brincadeiras e movimentações desnecessárias.
Quando precisar falar alguma coisa relacionada ao trabalho, faça isso de maneira discreta e objetiva.
Nem todo espaço é de livre acesso e nem todo objeto deve ser manuseado.
Existem ambientes, objetos e elementos litúrgicos que possuem funções específicas dentro do Ilé.
Respeite os limites de acesso e não utilize ou movimente elementos ritualísticos sem orientação.
Os espaços de acesso controlado e a rotina da Casa estão detalhados em .
O trabalho não acontece somente durante a gira.
Limpar, organizar, guardar aquilo que foi utilizado, cumprir sua escala e ajudar na manutenção dos espaços também fazem parte da vida no Ilé.
Não espere que o cuidado com a Casa seja sempre responsabilidade de outra pessoa.
Sua preparação começa antes do trabalho.
Venha com higiene pessoal adequada e traga sua roupa branca limpa, organizada e passada.
A troca para a vestimenta de trabalho é feita dentro do Ilé. Durante o aspirantado, utilize a vestimenta determinada para essa etapa.
Viver em comunidade não significa que todos pensarão ou agirão da mesma maneira.
Diferenças, incômodos e até conflitos podem acontecer. O que não devemos fazer é transformar uma situação entre duas pessoas em assunto de toda a Corrente.
Evite fofocas, comentários sobre a vida dos irmãos, julgamentos, comparações e conversas que alimentem conflitos.
Quando existir uma situação que realmente precise ser resolvida, ela tem um caminho: leve-a a um dos responsáveis, que a encaminhará à Mãe Kátia, ou fale diretamente com ela. Esse é o canal da Casa — não os corredores, não os grupos de mensagem, não os irmãos de Corrente.
Discrição também é responsabilidade espiritual.
Durante sua caminhada, você poderá presenciar atendimentos, tratamentos, consultas e situações particulares de outras pessoas.
Aquilo que você vê ou escuta durante o trabalho não deve se transformar em comentário depois.
O que essa caminhada também nos ensina?
A formação dentro de uma Casa de Àṣẹ não acontece somente através daquilo que aprendemos em uma aula.
A convivência, o trabalho e as experiências também desenvolvem qualidades importantes para nossa caminhada.
Equilíbrio entre Aiyê e Orun
Nossa caminhada espiritual também precisa encontrar equilíbrio com a vida que vivemos no Aiyê.
Família, trabalho, estudo, saúde, responsabilidades materiais e vida espiritual não precisam disputar espaço. Faz parte da nossa formação aprender a cuidar dessas diferentes dimensões com consciência e responsabilidade.
Um lembrete importante
Horário, silêncio, cuidado, postura, responsabilidade e respeito ao outro não são detalhes administrativos. São parte da maneira como construímos e preservamos a vida dentro do Ilé.
O Regimento contém as normas completas da Casa. Leia com atenção e volte a consultá-lo sempre que necessário. Material exclusivo do Templo — não compartilhe fora da comunidade.
Durante os trabalhos
Como me comportar durante giras, tratamentos e rituais?
Quando o trabalho começa, entramos em um momento diferente da rotina da Casa.
A maneira como permanecemos no espaço, participamos e nos relacionamos com o que está acontecendo também faz parte do trabalho. No vídeo abaixo, você vai entender qual é a postura esperada de você durante esses momentos — e por que isso também faz parte da sua formação no Aspirantado.
▶ Assista ao vídeoMãe Kátia · abre em uma nova abaDurante o trabalho, lembre-se
O Abaçá não é um espaço de conversa durante as atividades espirituais.
Evite conversas paralelas, brincadeiras e assuntos que não estejam relacionados ao trabalho que está acontecendo. Se for necessário falar alguma coisa sobre a atividade, faça isso de maneira discreta.
Depois que o trabalho começou, não saia da Corrente por conta própria.
Se estiver passando mal, precisar ir ao banheiro ou surgir alguma necessidade, comunique a pessoa responsável e aguarde a orientação.
Durante os trabalhos, não permaneça encostado nas paredes.
Procure manter uma postura adequada ao ambiente ritual e à atividade que está sendo realizada. Não é apenas uma questão de aparência: o corpo também participa da maneira como nos colocamos dentro de um espaço sagrado.
Durante os trabalhos você encontrará atabaques, pembas, velas, instrumentos e outros elementos litúrgicos.
Não manuseie esses elementos por curiosidade ou simplesmente porque viu outra pessoa utilizando. Dentro do Ilé, cada elemento possui uma função — e alguns são de uso exclusivo da Ìyálórìṣà ou de quem ela designar.
Você verá pessoas fazendo a cruz ao entrar no Abaçá, batendo cabeça, ajoelhando-se, cumprimentando o Congá e realizando outros gestos.
Não são gestos feitos apenas porque "sempre foi assim". Dentro da nossa liturgia, cada gesto possui um sentido e uma função.
Durante o aspirantado, você vai aprender não apenas como fazer, mas também por que fazemos.
O Orí deve ser tratado com respeito e cuidado.
Não coloque as mãos na cabeça de outro médium, consulente ou irmão da Casa sem autorização. Existem cuidados relacionados ao Orí que pertencem a funções e responsabilidades específicas dentro do Ilé.
Mesmo sendo aspirante, você faz parte daquele momento.
Acompanhe os pontos, mantenha sua atenção no trabalho e participe daquilo que for orientado para a sua etapa.
O aspirantado não é um lugar de plateia. É um período de aprendizado pela vivência.
Os Pontos Cantados fazem parte do trabalho.
Quando a Corrente estiver cantando, participe. Não fique apenas observando, nem cantando de maneira quase inaudível por vergonha. Você ainda está no aspirantado, mas a sua presença também compõe aquele momento coletivo.
Os Pontos Cantados não são apenas músicas que acompanham a gira. Dentro da liturgia da Casa, o canto participa da sustentação do trabalho.
O comportamento de outra pessoa não modifica a orientação que você recebeu.
Você poderá aprender uma orientação e, algum dia, ver alguém fazendo diferente: uma pessoa conversando onde deveria permanecer em silêncio, ou descumprindo alguma regra da Casa.
Cada pessoa responde pela própria conduta. Não considere o descumprimento de uma regra por outra pessoa como autorização para fazer o mesmo.
Sua referência é aquilo que foi ensinado pela Casa — não aquilo que você viu alguém descumprindo.
Primeiro: não tenha medo e não tente provocar uma manifestação.
Arrepios, calor, emoção, vontade de chorar, alterações na percepção ou outras sensações podem acontecer durante um trabalho. Sentir algo não significa que você precise incorporar.
Durante o aspirantado, você está aprendendo também a reconhecer suas próprias percepções e a permanecer dentro do trabalho com equilíbrio. A mediunidade será acompanhada dentro do tempo e da formação estabelecidos pela Casa.
Em breve: Mediunidade no Aspirantado — por que o aspirante não incorpora durante os trabalhos.
O encerramento da gira também faz parte do trabalho.
Aguarde as orientações, cumpra aquilo que ainda for de sua responsabilidade e mantenha uma postura respeitosa durante a organização e a saída — silenciosa, como pede a Casa.
Para guardar
Estar presente, cantar, respeitar o silêncio, acompanhar a condução, manter a postura e compreender o seu lugar naquele momento também fazem parte da formação.
Mediunidade no Aspirantado
Mediunidade no Aspirantado
Por que o aspirante não incorpora durante os trabalhos e o que fazer quando alguma manifestação começa a surgir?
O Aspirantado também é um período de aprendizado sobre a própria mediunidade.
Algumas pessoas chegam à Casa sem nunca terem incorporado. Outras já possuem uma trajetória mediúnica e seus Guias já trabalham com elas.
Em qualquer uma dessas situações, é importante compreender como a mediunidade é conduzida dentro da nossa Casa e qual é o seu lugar neste momento da caminhada.
Assista ao vídeo
Mãe Kátia explica como a mediunidade é conduzida durante o Aspirantado e o que fazer quando essas experiências surgem durante os trabalhos.
▶ Assistir no YouTubeMediunidade no Aspirantado · abre em uma nova abaPara consultar quando precisar
Estas orientações ficam aqui para que você possa voltar e consultar sempre que alguma dúvida surgir durante o seu Aspirantado.
Não necessariamente.
Sensações físicas, emoções ou alterações na percepção podem acontecer durante um trabalho espiritual. Uma sensação isolada não precisa ser imediatamente interpretada ou identificada.
Você não precisa dar nome para tudo o que sente.
Não provoque, não amplifique e não tente conduzir a manifestação por conta própria.
Continue participando do trabalho e permaneça consciente do que está acontecendo.
Se a aproximação ficar muito intensa ou você não souber como lidar com ela, sinalize para alguém da hierarquia.
Sua trajetória mediúnica não é apagada quando você chega ao nosso Ilé.
Seus Guias continuam fazendo parte da sua caminhada. O que muda é que você está conhecendo uma nova Casa, com fundamentos, liturgia e uma forma própria de condução dos trabalhos.
Por isso, ter incorporado anteriormente não significa que você continuará incorporando automaticamente durante o Aspirantado.
Isso não é começar sua mediunidade novamente. É começar uma nova relação com a Casa.
Avise alguém da hierarquia que seu Guia está pedindo permissão para vir.
Pode existir uma razão para essa insistência, e a situação será conduzida pela Casa. Se houver autorização, a manifestação poderá acontecer. Se não houver, continue participando normalmente do trabalho.
O importante é compreender a diferença entre perceber a aproximação do seu Guia e decidir incorporar por conta própria.
Não.
Não provoque movimentos, não reproduza aquilo que vê outros médiuns fazendo e não tente facilitar uma incorporação.
Incorporação não é algo que você precisa provar que consegue fazer.
Seu processo será acompanhado no momento adequado.
O Aspirantado é uma etapa anterior ao desenvolvimento mediúnico dentro da Casa.
Primeiro você conhece o Ilé, seus fundamentos, sua liturgia e sua forma de trabalho. Ao mesmo tempo, a Casa também conhece você, sua caminhada e sua mediunidade.
O desenvolvimento será conduzido na etapa adequada e com acompanhamento da Casa. Ele não começa automaticamente porque o Aspirantado terminou.
Uma coisa importante para guardar
Quem nunca incorporou não está atrasado.
Quem já incorporava não precisa provar que já é médium.
Mediunidade não se mede pela quantidade de manifestações.
Consciência, firmeza, equilíbrio e responsabilidade também fazem parte do desenvolvimento mediúnico.
Como posso participar?
Como posso participar?
Onde posso ajudar e quando preciso pedir autorização?
Na nossa Casa, o aspirante pode participar e ajudar em praticamente tudo.
O que existem são alguns espaços, atividades e rituais que possuem limites específicos, seja por organização, fundamento ou pela etapa de formação em que você se encontra. Por isso, é importante aprender uma diferença:
Você não precisa ficar esperando alguém chamar você para ajudar, mas também precisa reconhecer quando uma atividade, um espaço ou um elemento exige autorização.
No vídeo abaixo, Mãe Kátia explica como participar da vida da Casa com iniciativa, responsabilidade e respeito às diferentes etapas da formação.
Assista ao vídeo
Mãe Kátia explica como o aspirante pode participar da vida da Casa, onde pode ajudar e quais situações exigem autorização.
▶ Assistir no YouTubeComo posso participar? · abre em uma nova abaNa prática, o que eu posso fazer?
Use este guia sempre que surgir aquela dúvida:
No restante das atividades da Casa, participe.
Você pode colaborar com organização, limpeza, preparação dos espaços, apoio às atividades e demais tarefas que não estejam entre os espaços ou atividades com restrições específicas.
Não é necessário esperar alguém chamar você para tudo. Se existem pessoas trabalhando e você sabe que aquela atividade pode ser realizada por um aspirante, aproxime-se e participe.
Participar da Casa também é aprender a trabalhar junto.
Não saber fazer não significa que você não possa aprender. Pergunte:
- "Posso ajudar?"
- "Você pode me ensinar?"
- "Onde estou precisando ajudar agora?"
Alguns espaços da Casa possuem funções específicas e não devem ser acessados, organizados ou utilizados livremente. São eles:
- Congá
- Assentamentos
- Cozinha dos Òrìṣà
- Secretaria
- Sala da Mãe Kátia
- Cozinha
- Sala de Alimentos
- Sala Litúrgica
Se você estiver na escala de limpeza daquele espaço, poderá entrar para cumprir a atividade que lhe foi designada.
Fora da escala de limpeza, peça autorização antes de: entrar · mexer · organizar · retirar · guardar · utilizar qualquer elemento desses locais.
Estar ajudando não significa que todos os espaços estejam liberados. Cada ambiente possui uma função e uma forma de cuidado.
Existem dois espaços que ainda não fazem parte da etapa do Aspirantado:
- Casa dos Exus
- Santuário
Durante o Aspirantado, você ainda não entra nesses espaços. O acesso acontece em outra etapa da caminhada dentro da Casa, após a iniciação correspondente e a constituição do seu assentamento.
Não se trata de exclusão. Existem espaços que passam a fazer parte da sua vivência conforme você atravessa determinadas etapas iniciáticas dentro do Ilé.
Algumas práticas e rituais exigem outra etapa de formação dentro da Casa. Durante o Aspirantado, você ainda não participa diretamente de:
- Descarrego
- Desobsessão
- Cura da Jurema
- Maceração de folhas
- Preparação de alimentos para Òrìṣà
- e outros rituais que exigem formação
Essas atividades envolvem conhecimentos, responsabilidades ou fundamentos que serão apresentados conforme você avançar na sua caminhada dentro da Casa.
A palavra importante aqui é: AINDA.
Existem conhecimentos e práticas que passam a fazer parte da sua vivência conforme você atravessa novas etapas da formação.
A Casa também acontece fora da gira
Participar da Casa não se resume aos trabalhos espirituais.
Ao longo do ano temos ações sociais, eventos, projetos e outras atividades da comunidade, e esses momentos também fazem parte da vida do nosso Ilé.
Quando essas atividades estiverem abertas à participação dos aspirantes, você poderá colaborar de acordo com as orientações e necessidades daquele trabalho.
Essas experiências também proporcionam convivência, aprendizado, serviço e construção de vínculos com seus irmãos.
Guia rápido para consultar
Um resumo dos quatro cartões acima, em uma página, para consultar no celular ou imprimir.
Para guardar
Na nossa Casa, o aspirante pode ajudar em praticamente tudo.
O que você precisa aprender é onde pode ter iniciativa e onde precisa pedir autorização.
Não deixe o medo de fazer alguma coisa errada fazer você ficar parado enquanto todos trabalham.
Ao mesmo tempo, não confunda iniciativa com ultrapassar uma função.
Hierarquia do Templo
Hierarquia do Templo
Entenda como nossa Casa se organiza, quem são suas referências e a quem recorrer.
Dentro do nosso Ilé, hierarquia não significa superioridade.
Ela organiza funções, responsabilidades, compromisso e serviço. Algumas pessoas, ao longo de sua caminhada, recebem incumbências maiores para auxiliar na organização da Casa, no cuidado com suas atividades e na orientação daqueles que fazem parte dela.
Antes de conhecer quem são essas pessoas e como nossa estrutura funciona, assista ao vídeo abaixo.
Assista ao vídeo
Mãe Kátia explica o que significa hierarquia dentro do nosso Templo, por que essas funções precisam ser respeitadas e quais são os limites de suas responsabilidades.
▶ Assistir no YouTubeHierarquia: responsabilidade, serviço e organização · abre em uma nova abaAgora que você compreendeu o sentido da hierarquia, conheça como ela se organiza na prática dentro do nosso Templo.
Como nossa hierarquia se organiza
A organização da Casa parte de uma condução sacerdotal.
A Ìyálòrìṣà responde pelo Ilé e conta com irmãos mais velhos que receberam diferentes incumbências para auxiliá-la na organização, nos rituais, nas disciplinas e no cuidado com as atividades da Casa.
Este mapa não representa uma escala de importância. Representa diferentes funções, etapas e responsabilidades dentro da organização do Ilé.
A sacerdotisa é responsável pela condução da Casa. A hierarquia auxilia essa condução dentro das funções e responsabilidades que lhe foram confiadas.
Quem é quem na nossa Casa?
Conhecer a hierarquia também significa saber quem são as pessoas que hoje receberam essas responsabilidades.
Assim, quando você precisar de uma informação ou orientação, saberá a quem recorrer.
Responsável pela condução sacerdotal, espiritual e litúrgica do Ilé, por seus fundamentos, rituais, disciplinas e pela preservação do Àṣẹ da Casa.
É quem responde pela direção do Templo e pela forma como seus fundamentos são vividos, transmitidos e preservados.
No caminho daqueles que pertencem ao Ilé, é a sacerdotisa responsável por conduzir sua vinculação com a Casa, acompanhar sua caminhada espiritual e sacerdotal e orientar os cuidados espirituais necessários ao longo desse percurso, respeitando o Orí, o momento e as necessidades de cada pessoa.
É também sob sua responsabilidade que acontecem os processos de formação, cuidados com Orí, rituais, obrigações e etapas iniciáticas realizadas dentro da Casa.
Questões espirituais e sacerdotais, fundamentos, sua caminhada dentro do Ilé, cuidados espirituais, situações particulares que necessitem de orientação sacerdotal e assuntos que ultrapassem a responsabilidade das demais funções da hierarquia.
A hierarquia auxilia a condução da Casa. A responsabilidade sacerdotal pela Casa e por aqueles que nela caminham pertence à Ìyálòrìṣà.
Nossa hierarquia hoje
As pessoas abaixo receberam responsabilidades específicas para auxiliar a sacerdotisa e contribuir com o funcionamento do Templo.
Cada uma possui suas atribuições, mas todas fazem parte de uma mesma estrutura de organização e cuidado com a Casa.
Responsável pela cozinha litúrgica: coordena o preparo das oferendas e supervisiona o uso dos materiais da cozinha sagrada.
Durante a Gira, organiza os aconselhamentos.
Quando sua dúvida estiver relacionada à cozinha litúrgica, ao preparo de oferendas, aos materiais da cozinha sagrada ou à organização dos aconselhamentos durante a Gira.
Responsável pela preparação dos banhos litúrgicos. Cuida dos materiais necessários — esponjinha, sabão da costa, baldes e peneiras — e garante, por meio de um checklist, que tudo esteja pronto antes da Gira.
Quando precisar de informações ou orientações sobre os banhos litúrgicos e os materiais usados na sua preparação.
Responsável por organizar e orientar os aspirantes. É a ponte entre os aspirantes e a hierarquia: auxilia na adaptação à rotina da Casa, nas informações sobre o Aspirantado e no entendimento das disciplinas e atividades do Templo.
Responde pela cobrança da cantina e pela organização dos recursos, e cuida da limpeza do Congá, abastecendo a defumação e os elementos necessários.
Quando tiver dúvidas sobre o Aspirantado, sua rotina dentro da Casa, orientações práticas, cantina, ou quando não souber a quem recorrer em determinada situação.
Apoia diretamente as Mães nos rituais, organizando os detalhes do espaço ritualístico e garantindo que tudo esteja em ordem.
Ajuda Mãe Vânia com os pontos de força.
Quando precisar de informações ou orientações sobre a organização do espaço ritualístico e dos rituais que ela estiver acompanhando.
Responsável por organizar os pontos de força da Casa. Auxilia na cozinha litúrgica e nos banhos ritualísticos.
Responsável por colocar os médiuns no abaçá antes da Gira e por coordenar o retorno no intervalo.
Quando sua dúvida estiver relacionada aos pontos de força, à entrada no abaçá antes da Gira ou ao retorno após o intervalo.
Auxilia na organização e no controle dos materiais litúrgicos. Responsável pelo estoque e pela preservação dos materiais sagrados.
Apoia Mãe Júlia na organização dos rituais.
Quando sua dúvida estiver relacionada aos materiais litúrgicos, ao estoque ou à guarda dos materiais sagrados.
Uma responsabilidade que é de toda a hierarquia
Embora cada pessoa tenha atribuições específicas, a hierarquia trabalha como uma estrutura de apoio à condução da Casa.
Esses irmãos podem orientar você sobre disciplinas, organização, atividades, rituais que irão acontecer e orientações estabelecidas pela sacerdotisa, além de ajudar a encaminhar uma situação quando ela ultrapassar aquilo que podem resolver.
Por isso, quando receber uma orientação de alguém da hierarquia dentro da função que lhe foi confiada, acolha e respeite essa orientação.
A hierarquia não é responsável pela sua vida espiritual particular.
Pais e Mães Pequenos, Ogãs, Ekédis e demais irmãos da hierarquia não assumem responsabilidade espiritual pela sua vida particular por ocuparem essas funções.
Eles não substituem a sacerdotisa na condução espiritual do Ilé e não são responsáveis por conduzir suas decisões pessoais, relacionamentos, trabalho ou questões particulares.
Eles continuam sendo seus irmãos mais velhos, que receberam responsabilidades específicas dentro da Casa.
Isso não diminui a autoridade de suas funções. Ao contrário: ajuda você a compreender onde essa autoridade começa, onde termina e por que ela deve ser respeitada.
Hierarquia orienta dentro das responsabilidades da Casa.
Sacerdócio responde pela condução espiritual e sacerdotal.
Nada na Casa acontece fora da condução sacerdotal
Toda a estrutura hierárquica está ligada à condução da Ìyálòrìṣà.
Nenhuma pessoa da hierarquia cria fundamentos, estabelece novos rituais, modifica disciplinas ou determina novas formas de condução por decisão própria.
Cada pessoa possui autonomia dentro da responsabilidade que lhe foi confiada, mas essa autonomia existe dentro da condução sacerdotal da Casa.
Isso também significa que você não precisa procurar Mãe Kátia para toda questão cotidiana.
Quando houver alguém responsável por determinada atividade e essa pessoa puder orientar você, respeite essa estrutura e procure quem recebeu aquela incumbência.
Se a questão ultrapassar essa responsabilidade, ela será encaminhada à sacerdotisa.
Nossa hierarquia espiritual
Além da estrutura física e organizacional, o Templo possui uma estrutura de condução espiritual.
As duas se relacionam, mas não são a mesma coisa.
E o pedido de bênção?
Pedir a bênção faz parte da convivência e do reconhecimento das relações construídas dentro da Casa.
Não significa considerar alguém melhor ou mais importante do que você. É um gesto de respeito à ancestralidade, à caminhada e às funções existentes dentro da comunidade.
Talvez, quando você estiver chegando, algumas dúvidas apareçam:
- Para quem devo pedir a bênção?
- Existe uma ordem?
- Como devo pedir?
- Como respondo quando alguém me pede a bênção?
- Preciso pedir todas as vezes?
Não se preocupe em aprender apenas observando ou copiando aquilo que os outros fazem.
Para lembrar
Hierarquia não é superioridade.
É responsabilidade.
Respeite aqueles que receberam funções dentro da Casa. Acolha suas orientações quando estiverem exercendo essas responsabilidades e saiba também reconhecer os limites de cada função.
Quando tiver uma dúvida, procure primeiro quem é responsável por aquela atividade.
E quando a questão for espiritual, sacerdotal, particular ou ultrapassar a responsabilidade daquela função, ela deverá chegar à sacerdotisa.
Hierarquia espiritual
Hierarquia espiritual
Conheça a organização e as principais referências espirituais do nosso Templo.
Assim como existe uma organização física dentro do Ilé, existe também uma estrutura espiritual que sustenta e orienta os trabalhos da Casa.
Conhecê-la ajuda você a compreender quem são algumas das principais referências espirituais do Templo e qual lugar ocupam dentro da nossa história e dos nossos trabalhos.
Mas antes de conhecer essa estrutura, existe uma diferença importante:
Eles possuem naturezas e funções diferentes. Por isso, esta página não deve ser entendida simplesmente como uma escala de “quem está acima de quem”. Ela apresenta diferentes referências da estrutura espiritual da nossa Casa.
Nosso Templo é uma Casa de culto aos Òrìṣà.
Isso significa que nosso culto não se limita aos Òrìṣà que regem a Casa. Cultuamos os diferentes Òrìṣà que fazem parte da tradição e dos fundamentos vividos dentro do Ilé.
Ao longo da sua caminhada, você verá diferentes Òrìṣà presentes em nossos ensinamentos, rituais, oferendas, cuidados espirituais e fundamentos. Dentro dessa estrutura, porém, existem Òrìṣà que possuem uma relação particular com a regência do nosso Templo.
Òrìṣà regentes da Casa
Ọ̀balúwayé, em seu caminho Jagun, ocupa um lugar central na identidade espiritual e sacerdotal do nosso Ilé.
Ọ̀ṣun Ìpọ̀ndá integra a regência espiritual do Templo e seus fundamentos.
Ògún integra a regência espiritual do Templo e seus fundamentos.
Ser Òrìṣà regente não significa ser o único Òrìṣà cultuado pela Casa.
Nosso Ilé cultua os Òrìṣà. Ọ̀balúwayé — Jagun, Ọ̀ṣun Ìpọ̀ndá e Ògún são apresentados aqui por ocuparem um lugar específico na regência do Templo.
Os Òrìṣà regentes não fazem parte da hierarquia dos Guias Chefes apresentada abaixo.
Eles aparecem nesta página porque fazem parte da estrutura espiritual e dos fundamentos do Ilé, mas Òrìṣà e Guia espiritual possuem naturezas e funções distintas dentro da nossa tradição.
Vovó Branca de Aruanda é a Mentora Espiritual do Templo Luz do Amor Divino e uma das grandes referências na condução espiritual dos trabalhos da Casa.
É a partir dessa referência que apresentamos a organização dos Guardiões e dos Guias Chefes responsáveis pelas diferentes linhas de manifestação do Templo.
Os Guardiões ocupam funções próprias dentro da estrutura espiritual e da proteção do Templo.
- Cigana da Praia
- Exu Veludo
- Exu Caveira
- Maria Quitéria
- Pinga Fogo
- Maria da Encruzilhada
Nossa Casa reconhece Guias Chefes nas diferentes linhas de manifestação.
Ser Guia Chefe significa ocupar uma função de referência daquela linha dentro da organização espiritual do nosso Templo.
O mapa geral reúne a Mentora, os Guardiões da Casa e os Guias Chefes de cada linha em um único organograma, para consulta.
Para entender o mapa
Refere-se aos Òrìṣà que ocupam um lugar específico na regência e nos fundamentos espirituais do nosso Ilé.
É a referência de condução espiritual dos Guias e dos trabalhos espirituais da Casa.
Ocupam funções próprias dentro da estrutura espiritual e da proteção do Templo.
É o Guia reconhecido como referência de determinada linha de manifestação dentro da organização espiritual da nossa Casa.
Não é preciso decorar
Você está conhecendo uma Casa que possui história, fundamentos e uma organização construída ao longo do tempo.
Por isso, não se preocupe em decorar todos esses nomes agora. Volte a este mapa quando precisar.
Com a vivência, você começará a reconhecer quem são essas referências, em quais trabalhos aparecem e qual lugar ocupam na história espiritual do Templo.
O mais importante neste momento é compreender que a vida espiritual da Casa também possui organização, funções e responsabilidades.
Conhecer essa estrutura é mais uma parte do processo de conhecer verdadeiramente o Ilé ao qual você está se aproximando.
Òrìṣà cultuados em nossa Casa
Òrìṣà cultuados em nossa Casa
Conheça os Òrìṣà presentes no culto e nos fundamentos do nosso Ilé.
Nosso Ilé é uma Casa de culto aos Òrìṣà.
Na página anterior você conheceu Ọ̀balúwayé — Jagun, Ọ̀ṣun Ìpọ̀ndá e Ògún como Òrìṣà regentes do Templo. Mas é importante compreender uma diferença:
Nosso culto alcança diferentes Òrìṣà, presentes em nossos fundamentos, rituais, oferendas, ensinamentos e na caminhada espiritual daqueles que pertencem ao Ilé. Aqui você encontrará uma apresentação breve de cada um.
Não é necessário decorar todas essas informações. Neste momento, o mais importante é começar a reconhecer quem cultuamos e algumas de suas características fundamentais.
Relacionado à criação, à formação da existência, à serenidade, à sabedoria e ao equilíbrio.
Relacionada às águas, à maternidade, ao cuidado, à proteção e à continuidade da vida.
Relacionado ao ferro, aos ofícios, ao trabalho e à capacidade humana de transformar a matéria e agir sobre o mundo.
Relacionados aos gêmeos, à infância, à continuidade da vida e à prosperidade.
Relacionada às águas, à fertilidade, à prosperidade, à maternidade, ao poder feminino, à diplomacia e à riqueza.
Relacionado à realeza, ao poder, à autoridade e ao trovão, com profunda ligação histórica ao reino de Ọ̀yọ́.
Relacionada à antiguidade, à ancestralidade, à experiência, à maturidade e à sabedoria.
Relacionado à vida, ao corpo, à terra e aos processos de transformação, sofrimento, doença, restauração e cura.
Relacionado à busca, à direção, ao conhecimento, à capacidade de encontrar e aos caminhos que permitem sustento e expansão.
Relacionado ao conhecimento das folhas, da natureza e de seus princípios de cura e transformação.
Relacionado ao movimento, à comunicação, à circulação, às trocas e à mediação. Sua presença é fundamental para o movimento e para a realização do rito.
Relacionado ao movimento, à continuidade, aos ciclos e à renovação.
Òrìṣà relacionada à riqueza, à prosperidade, aos recursos, ao comércio, à circulação e à sustentação material.
Ọya está relacionada aos ventos, às tempestades, ao movimento e às grandes transformações. Também possui importante relação com a ancestralidade e com os processos de passagem.
Outras forças e fundamentos cultuados em nossa Casa
O universo espiritual vivido em nosso Ilé não se encerra no culto aos Òrìṣà.
Nossa Casa também cultua e se relaciona com outras forças e fundamentos importantes da tradição, que possuem naturezas próprias e não devem ser simplesmente colocados na mesma categoria dos Òrìṣà.
Por isso, eles aparecem aqui separadamente.
Ẹgbẹ́ nos aproxima da compreensão de pertencimento, dos vínculos e das relações que participam da nossa existência.
Em nossa Casa, Ẹgbẹ́ possui culto e cuidados próprios e faz parte dos fundamentos vividos pelo Ilé.
Ìyámi Òṣòròngà nos conduz à compreensão de uma dimensão profunda do poder ancestral feminino, relacionada à capacidade de gerar, transformar e atuar sobre a existência.
Seu fundamento exige respeito, conhecimento e uma compreensão que vai muito além das simplificações normalmente feitas sobre Ìyámi.
Egúngún está relacionado ao culto ancestral e à continuidade daqueles que vieram antes de nós.
Em nossa Casa, a ancestralidade não é apenas lembrada: ela faz parte dos fundamentos e da compreensão espiritual do Ilé.
Ifá é um sistema tradicional de conhecimento e divinação yorùbá, profundamente relacionado a Ọ̀rúnmìlà e à compreensão do destino, da existência e das escolhas humanas.
Em nossa Casa, seus conhecimentos também constituem uma importante referência para a compreensão da tradição yorùbá.
Ọbàtálá • Yemọja • Ògún • Ìbejì • Ọ̀ṣun • Ṣàngó • Nàná • Ọ̀balúwayé • Ọ̀ṣọ́ọ̀sì • Ọ̀sányìn • Èṣù • Ọ̀ṣùmàrè • Àjẹ́ • Ọya
Ẹgbẹ́ • Ìyámi Òṣòròngà • Egúngún • Ifá
Para lembrar
Conhecer os nomes é apenas o começo.
Cada Òrìṣà possui histórias, fundamentos, símbolos, alimentos, folhas, formas de culto e conhecimentos muito mais profundos do que estas poucas características conseguem apresentar.
Aqui, o objetivo é ajudar você a reconhecer quem cultuamos em nossa Casa.
O aprofundamento acontece ao longo da formação, da vivência e da caminhada dentro do Ilé.
Contribuição mensal
Contribuição mensal
Entenda a importância da contribuição e como ela funciona em nossa Casa.
Assista ao vídeo
Uma conversa sobre a mensalidade
▶ Mãe Kátia — Uma conversa sobre a mensalidadeVídeo no YouTube · abre em uma nova abaInformações da mensalidade
Formas de pagamento
Após o pagamento
Envie o comprovante para o e-mail temploluzdoamordivino@gmail.com, informando o seu nome completo e o mês de referência.
Isso permite que a secretaria registre a contribuição corretamente e mantenha o controle da Casa em dia.
Se houver alguma dificuldade
Imprevistos financeiros podem acontecer.
Se em algum momento houver dificuldade para realizar a contribuição, converse com a Casa. Nossa Casa não veta a participação de um filho pela sua condição financeira — mas essa abertura pede honestidade dos dois lados.
O importante é não deixar a situação seguir sem comunicação.
Nossa comunidade também constrói junto
A mensalidade é a contribuição regular que sustenta o funcionamento da Casa.
Diante de outras necessidades — uma reforma, um ritual coletivo, uma festa, um material específico —, a comunidade também se mobiliza por meio de bingos, rifas, rateios e outras ações coletivas. Nessas ocasiões, a participação de cada um faz diferença.
Para lembrar
Muito do que encontramos hoje nesta Casa foi construído pela participação de muitas pessoas ao longo do caminho.
Quando passamos a fazer parte dela, também passamos a fazer parte dessa construção.
Rotina e cuidados no Templo
Cuidar da Casa também é disciplina espiritual.
Horários, alimentação, convivência e respeito aos espaços e às atividades espirituais
A Casa de Àṣẹ é um espaço coletivo e sagrado.
A rotina do Templo também faz parte do aprendizado. Horários, alimentação, organização, limpeza e cuidado com os espaços podem parecer coisas simples, mas fazem diferença quando muitas pessoas compartilham a mesma Casa. Estas orientações existem para preservar a organização da Casa, facilitar o trabalho das equipes e manter o respeito aos espaços e às atividades espirituais.
- Aos sábados, o horário habitual de chegada dos aspirantes é às 13h, salvo quando houver uma orientação diferente.
- Chegue com tempo para se trocar, fazer suas saudações, organizar seus pertences e estar disponível para as atividades e preparações do dia. Use esse período para se conectar com a Casa, com o trabalho e com a espiritualidade.
- Acompanhe sempre os avisos e as mensagens do grupo, pois determinados trabalhos podem exigir outro horário.
- Nem sempre é possível determinar um horário exato de saída. O término depende das atividades daquele sábado e daquilo que ainda precisa ser organizado depois dos trabalhos.
- O fim da gira não significa necessariamente o fim da sua participação naquele dia.
- Consulte sua escala, conclua o que estiver sob sua responsabilidade e, antes de ir embora, veja se ainda existe algo em que possa colaborar.
- Se precisa sair até determinado horário, avise com antecedência. Assim podemos combinar o seu horário de saída e organizar sua participação naquele dia.
- Não espere chegar o momento de ir embora para comunicar.
- Crie o hábito de, ao chegar ao Templo, consultar o quadro de informações dos médiuns. É ali que você encontrará a escala de limpeza e outras informações importantes para as atividades daquele dia.
- Não espere alguém precisar lembrar você daquilo que já está informado no quadro.
- Procure ser útil e colaborar com as atividades da Casa.
- Sempre que tiver dúvida, procure um dos responsáveis antes de tomar alguma iniciativa.
- Evite formar grupos que não contribuam para o trabalho e para a boa convivência.
- Não participe de fofocas. Se uma conversa estiver seguindo por esse caminho, afaste-se.
- Tudo o que for retirado de seu lugar deverá ser devolvido ao mesmo local após o uso.
- Caso quebre ou danifique algo acidentalmente, comunique o ocorrido e responsabilize-se pela reposição.
Este é um dos cuidados mais importantes dentro da Casa. Quando os trabalhos começam, a postura e a circulação dentro da Casa mudam.
- Se precisar sair por qualquer motivo, procure a pessoa responsável e peça autorização antes.
- Mesmo que seja uma saída rápida, essa orientação deve ser respeitada porque faz parte da organização e da condução dos trabalhos.
- A partir do momento em que o Templo abre suas portas para o público, aspirantes e médiuns não devem ficar circulando pela ala comum destinada aos consulentes.
- Temos entradas e saídas próprias para os membros da Casa. Utilize esses acessos e evite circular pela área comum sem necessidade ou orientação.
- Evite interromper a Mãe com assuntos ou conversas durante os trabalhos. Muitas vezes existe uma sequência de atividades, preparações e responsabilidades que exige concentração.
- Se a Mãe estiver realizando um ritual, não interrompa para pedir a bênção ou tratar de questões particulares. Aguarde o momento apropriado.
- Durante a realização de rituais, preserve o silêncio e interrompa conversas paralelas.
- Observe o ambiente antes de falar ou se aproximar.
Só poderá almoçar no Templo quem chegar até às 12h.
Se você chegar depois desse horário, venha já almoçado.
Às 15h30 temos o horário destinado ao lanche.
Depois de utilizar o espaço, organize aquilo que usou e deixe o local limpo para os demais irmãos.
Evite fazer refeições em outros espaços da Casa.
- Toda semana é enviado no grupo do WhatsApp um formulário para os pedidos de salgados e bebidas para o sábado.
- Se quiser fazer seu pedido, fique atento ao grupo e preencha o formulário dentro do período indicado. Isso permite que a Cantina organize previamente os pedidos.
- Sim. Recipientes e demais pertences devem estar identificados com o seu nome.
- A geladeira é compartilhada por muitas pessoas: guarde potes bem fechados, sem vazamentos, e tenha cuidado para não amassar embalagens, virar recipientes ou derramar a comida de outro irmão.
- Não deixe marmitas, restos ou alimentos esquecidos. Ao final das atividades, leve sua marmita e seus alimentos embora.
- Destinado exclusivamente ao aquecimento de alimentos.
- Não é permitido descongelar alimentos.
- Toda louça utilizada deverá ser lavada após o uso.
- Mantenha mesas, bancadas e demais espaços limpos.
- Não retire salgados, bebidas ou outros produtos sem antes verificar se foram reservados para você.
- Confirme sempre, para que ninguém fique sem o que encomendou.
- O refeitório é destinado principalmente à alimentação. Evite conversas prolongadas ou "colocar o papo em dia", especialmente nos momentos de maior movimento.
- Durante as atividades, entre na cozinha somente com necessidade ou autorização. Quando solicitado, é obrigatório usar touca.
- As compras realizadas na Cantina devem ser pagas até o dia 10 de cada mês.
- Todos os meses, você receberá da Mãe Sonesso, pelo WhatsApp, o valor referente ao seu débito da Cantina daquele período.
- Após realizar o pagamento, envie o comprovante diretamente para a Mãe Sonesso, também pelo WhatsApp, para que ela possa dar baixa no seu débito.
- Se perceber alguma diferença no valor ou tiver dúvida sobre algum lançamento, fale diretamente com ela para verificar.
As funções abaixo são específicas da equipe ou da pessoa escalada para apoio à cantina e não fazem parte das regras gerais dos médiuns.
Antes e durante o atendimento
- Organizar as reservas em ordem alfabética e conferir os itens reservados.
- Manter as estufas abastecidas com água quando necessário.
- Manter a cafeteira abastecida e organizada.
- Verificar a organização da geladeira e repor produtos conforme a necessidade.
Durante o intervalo
- Entregar os itens previamente reservados.
- Preparar bebidas quentes.
- Organizar e entregar bolos e demais produtos.
- Auxiliar no fluxo de atendimento.
Final do intervalo
- Quando as responsáveis principais precisarem deixar temporariamente o setor, o apoio poderá realizar um atendimento reduzido até o reinício das atividades, conforme orientação da equipe responsável.
Tudo o que você trouxer para o Templo deve estar identificado com o seu nome.
- O armário é seu espaço de organização dentro da Casa. Mantenha-o limpo e em ordem.
- Não guarde roupas sujas, alimentos ou qualquer coisa que possa gerar mau cheiro ou sujeira.
- Não deixe suas coisas espalhadas pela Casa. Utilize os locais destinados aos seus pertences e, antes de ir embora, confira se recolheu tudo o que trouxe. O que ficar no Templo deve estar exclusivamente nos locais destinados a isso.
- Evite trazer objetos de valor para o Templo.
- Se precisar trazer algo de valor, guarde e tranque no seu armário durante toda a sua permanência na Casa.
- Todo armário trancado precisa ter uma chave reserva entregue a Mãe Kátia. Isso garante que a Casa consiga abrir o armário em caso de necessidade.
- Se você perder a chave, será necessário repor o cadeado e entregar a nova chave reserva a Mãe Kátia.
- Temos uma seção de Achados e Perdidos na Secretaria. Se não estiver encontrando algum pertence, procure por lá.
- Nunca pegue ou utilize aquilo que não é seu.
- Tranque o armário somente enquanto estiver no Templo. Ao ir embora, deixe-o destrancado.
- Preserve a limpeza e a organização; evite permanecer conversando no vestiário.
- Troque-se com agilidade e libere o espaço para que outras pessoas possam utilizá-lo.
- Não deixe roupas, objetos pessoais ou materiais espalhados.
- Durante o intervalo da gira, não entre no vestiário sem autorização quando houver orientação para controle de acesso.
Todos são responsáveis pela preservação dos banheiros.
- Mantenha o ambiente limpo após o uso e certifique-se de que o vaso sanitário permaneça limpo.
- Faltou papel higiênico, sabonete ou outro item? Comunique imediatamente aos responsáveis.
- Cesto cheio? Substitua o saco sempre que possível ou avise a equipe responsável.
- Caso ocorra algum acidente, faça a limpeza imediatamente.
- Absorventes deverão ser embrulhados adequadamente antes de serem descartados. Durante o período menstrual, verifique com atenção as condições do vaso antes de deixar o banheiro.
O jardim não é apenas uma área de convivência. É um espaço consagrado da Casa, destinado à oração, e a postura nesse local deve respeitar essa finalidade.
- Utilize exclusivamente o fumódromo, o local destinado aos fumantes.
- Somente nos momentos livres e nos intervalos autorizados. Não saia de uma atividade, trabalho ou responsabilidade para fumar.
- Respeite os horários e o andamento dos trabalhos.
Algumas áreas possuem materiais, valores, documentos ou atividades que exigem organização específica e têm responsáveis que precisam manter controle sobre aquilo que entra, sai e é utilizado. Não entre sem autorização ou sem a presença do responsável em:
- Não pegue alimentos, produtos, materiais, objetos ou qualquer outro item desses espaços por conta própria. Se precisar de alguma coisa, procure o responsável.
- O fato de algo estar visível ou ao alcance não significa que esteja disponível para ser retirado ou utilizado.
Não espere alguém pedir para cuidar da Casa.
Se viu algo fora do lugar, organize. Se percebeu alguém precisando de ajuda, coloque-se à disposição.
Para consultar e imprimir
Dois anexos resumem esta tela: o guia rápido da rotina (horários, alimentação, cantina, pertences) e o quadro do que pode e do que não pode em cada ambiente.
Banhos de folhas
Os banhos semanais e o banho de limpeza e fortalecimento têm uma tela própria, com composições, preparo e consulta rápida.
Para lembrar
O Templo não é responsabilidade de algumas pessoas.
Cada médium que entra nesta Casa passa também a participar da responsabilidade de preservá-la. Cuidar do espaço, respeitar os horários, preservar o silêncio, colaborar com os irmãos e compreender os limites de cada ambiente também fazem parte da postura de quem escolheu caminhar dentro de uma Casa de Àṣẹ.
Cuidar daquilo que é coletivo também faz parte de aprender a pertencer.
Banhos de folhas — Ewé
Banhos de folhas — Ewé
Preparar o corpo também faz parte da preparação para os trabalhos
Na nossa Casa, os banhos de folhas fazem parte dos cuidados de preparação de aspirantes e médiuns.
Temos os banhos semanais, preparados de acordo com a linha que será trabalhada, e também o banho de limpeza e fortalecimento, realizado a cada dois meses. São cuidados diferentes e cada um possui sua finalidade.
O Regimento da Casa orienta que os banhos de folhas são utilizados em movimentos de fortalecimento, descarrego e limpeza. Os banhos específicos para os trabalhos também participam da preparação do médium para aquilo que será realizado na gira.
Observe qual será a linha trabalhada na gira e prepare o banho correspondente.
Esse banho é preparado em casa e faz parte da sua preparação para os trabalhos.
Pode ser preparado na sexta-feira à noite para o sábado ou no próprio sábado, antes de sair para a Casa.
Se você precisar sair do trabalho e ir diretamente para o Templo, poderá tomar o banho pela manhã ou na noite anterior.
Como preparar
Antes de começar, coloque próximo ao local do preparo 1 copo com água e 1 vela branca.
Acenda a vela em local seguro e faça sua oração. Agradeça a Eledunmarè, aos Òrìṣà e especialmente a Ọ̀sányìn, reconhecendo a força das folhas utilizadas naquele cuidado.
Após o término da vela, a água do copo deverá ser colocada na terra ou em água corrente.
Lave bem as folhas. Coloque-as em um recipiente com água e faça a maceração mantendo atenção e respeito durante o preparo.
Quando a composição possuir favas, elas devem ser fervidas separadamente. Depois, a água da fervura é acrescentada ao preparo das folhas.
Retire o excesso das folhas e reserve o banho.
Como tomar
Primeiro, tome normalmente o seu banho de higiene.
Depois, utilize o banho de folhas da cabeça para baixo. Se necessário, ajuste a temperatura acrescentando um pouco de água do chuveiro.
Após jogar o banho, permaneça aproximadamente dois minutos com o corpo molhado e depois enxugue-se normalmente.
O Regimento também estabelece que os banhos de folhas podem ser tomados da cabeça.
Qual banho devo preparar?
Toque na linha para ver o que cada folha movimenta na composição.
| Elemento | O que movimenta na composição |
|---|---|
| Peregun verde | Firmeza, proteção e sustentação. |
| Aroeira vermelha | Limpeza, força e movimentação. |
| Bejerekum | Fava que complementa e potencializa a composição ritual do banho. |
A composição reúne firmeza, limpeza, movimentação e sustentação.
É uma preparação para linhas cujo trabalho exige presença, dinamismo e capacidade de movimentar aquilo que precisa ser trabalhado durante a gira.
| Elemento | O que movimenta na composição |
|---|---|
| Peregun verde | Firmeza, proteção e sustentação. |
| Rosa vermelha | Vitalidade, magnetismo e expressão. |
| Anis-estrelado | Expansão, harmonização e atração. |
| Lelekum | Fava que complementa e reforça a composição ritual. |
Aqui reunimos firmeza, vitalidade, magnetismo e expansão.
O banho prepara o médium para uma linha de trabalho que movimenta força, expressão e dinamismo sem perder sustentação.
| Elemento | O que movimenta na composição |
|---|---|
| Samambaia | Limpeza e renovação. |
| Guaco cheiroso | Purificação e leveza. |
| Alecrim | Vitalidade, disposição e clareza. |
| Anis-estrelado | Expansão e harmonização. |
A combinação reúne limpeza, renovação, vitalidade, clareza e expansão.
É uma composição que prepara o médium para uma linha profundamente relacionada à força da natureza, à direção e ao movimento.
| Elemento | O que movimenta na composição |
|---|---|
| Arruda | Limpeza e descarrego. |
| Guiné | Limpeza mais intensa e proteção. |
| Folha de fumo | Descarrego e movimentação de cargas. |
| Folha da fortuna | Equilíbrio, recomposição e fortalecimento. |
| Lelekum | Fava que complementa e reforça a composição ritual. |
Arruda, guiné e folha de fumo participam de uma ação mais evidente de limpeza e descarrego, enquanto a folha da fortuna introduz uma qualidade de recomposição e fortalecimento.
Assim, o banho não trabalha somente a retirada. Ele também prepara para aquilo que precisa ser reorganizado depois dela.
| Elemento | O que movimenta na composição |
|---|---|
| Rosa branca | Harmonização, serenidade e equilíbrio. |
| Rosa amarela | Expansão, vitalidade e prosperidade. |
| Alecrim | Disposição, clareza e vitalidade. |
| Anis-estrelado | Expansão e atração. |
A composição possui uma qualidade harmonizadora, expansiva e vitalizante.
Ela reúne equilíbrio, movimento, clareza e expansão para preparar o médium para o trabalho daquela linha.
Composição: Aroeira • Peregun • Lelekum
Conteúdo em preparação — será acrescentado pela Casa.
Composição: Peregun • Folha-da-fortuna • Água de coco seco
Conteúdo em preparação — será acrescentado pela Casa.
Composição: Pata-de-vaca • Alecrim • Rosa branca
Conteúdo em preparação — será acrescentado pela Casa.
Não mude a composição por conta própria
Os banhos específicos para os trabalhos são determinados pela condução da Casa. O próprio Regimento estabelece que esses preparos são definidos pelos Guias Chefes ou pela Ìyálòrìṣà.
Por isso, não substitua, acrescente ou retire folhas por conta própria. Se não encontrar algum elemento ou tiver dúvida sobre o preparo, procure orientação.
O que faço com as folhas depois?
As folhas que restarem do preparo devem ser recolhidas e destinadas a:
Nunca jogue as folhas na rua. Esse cuidado também faz parte da maneira como nos relacionamos com aquilo que utilizamos ritualmente.
Banhos para crianças até 10 anos
As crianças possuem preparos próprios e mais suaves. Não utilize automaticamente na criança a mesma composição preparada para o adulto.
Utilize somente o preparo orientado pela Casa para a criança.
Um cuidado realizado a cada dois meses
Além dos banhos semanais para os trabalhos, realizamos a cada dois meses o banho de limpeza e fortalecimento. Ele possui uma finalidade mais ampla e não deve ser confundido com o banho correspondente à linha da gira.
É nessa lógica que podemos compreender duas qualidades de ewé utilizadas nesse cuidado.
As Ewé Gùn participam do movimento de limpeza, descarrego, retirada e movimentação.
- Abre-caminho
- Movimento, desobstrução e abertura.
- Aroeira
- Limpeza, força e descarrego.
- Peregun
- Firmeza, proteção e sustentação.
Depois da limpeza, precisamos cuidar daquilo que permanece. As Ewé Erò entram em uma qualidade diferente: acalmar, harmonizar, reorganizar e fortalecer.
- Alumã
- Harmonização e equilíbrio.
- Oriri
- Refrescamento, equilíbrio e recomposição.
- Folha-da-fortuna
- Fortalecimento, recomposição e estabilidade.
Primeiro retiramos aquilo que precisa ser movimentado. Depois oferecemos condições para reorganizar e fortalecer. Por isso chamamos esse cuidado de Banho de Limpeza e Fortalecimento.
Banho em casa não é maceração ritual da Casa
Você aprende a macerar as folhas do seu banho semanal em casa, conforme as orientações recebidas. Isso não significa que esteja autorizado a participar das macerações realizadas em determinados rituais dentro do Templo.
Essas macerações pertencem a outra dinâmica litúrgica, possuem finalidade específica e são realizadas pelas pessoas que estiverem autorizadas para aquele trabalho.
Consulta rápida
As composições de cada linha, o passo a passo do preparo e os banhos das crianças em uma página, para consultar na hora de preparar.
Para lembrar
Ewé não é apenas uma lista de folhas.
Aprender sobre elas também significa compreender suas características, reconhecer o que cada uma acrescenta a uma composição e perceber que, quando diferentes ewé são reunidas, existe um movimento sendo construído naquele preparo.
Minha trajetória de formação
Minha trajetória de formação
Entenda como acontece sua formação durante o Aspirantado
Quando você entra para o Aspirantado, começa também uma trajetória de formação dentro da Casa.
Nem tudo será ensinado de uma vez… e nem precisa ser. Existem conhecimentos que você precisa compreender agora e outros que serão apresentados conforme você tiver vivência para entendê-los.
Por isso, não compare aquilo que você sabe hoje com o que um irmão mais antigo já aprendeu.
Curso do Aspirantado
Durante o Aspirantado, você participará das aulas aos sábados com Mãe Sonesso. É nesse curso que começa a conhecer melhor os fundamentos da Casa e a receber orientações importantes para compreender aquilo que está vivendo no Templo.
Mas sua formação não acontece apenas durante a aula. Enquanto estuda, você também está convivendo, observando os trabalhos, participando da rotina, ajudando nas atividades e encontrando situações que fazem o conteúdo começar a ganhar sentido na prática.
A vivência também ensina
Ao longo do Aspirantado, muita coisa será aprendida justamente porque você está dentro da Casa. Você aprende quando observa um trabalho, participa de uma preparação, cumpre uma escala, ajuda um irmão, entende como funciona a hierarquia ou percebe que determinada situação precisa ser conduzida de uma maneira diferente daquela que imaginava.
Algumas dúvidas, inclusive, só aparecem quando a situação acontece. É por isso que o Aspirantado não é apenas um curso: é um período de estudo, vivência, observação, participação e convivência.
Formação em Cambonagem
Concluí as aulas do Aspirantado. E agora? Você terá concluído uma parte importante da sua formação, mas o seu percurso de preparação ainda continua. A próxima formação será a Cambonagem — porque, antes de uma possível Vinculação, queremos que você também comece a compreender uma função muito presente na dinâmica dos atendimentos da Casa.
Na formação em Cambonagem, você começará a compreender o que significa auxiliar durante os atendimentos: a função do cambone, sua postura, responsabilidades, limites, atenção durante o trabalho e a maneira como essa função é conduzida dentro da nossa Casa.
Porque cambonar não é simplesmente ficar ao lado de um Guia. Existe uma dinâmica que precisa ser compreendida e uma responsabilidade na maneira de auxiliar.
A formação em Cambonagem acontece antes do Ritual de Vinculação e faz parte do percurso formativo do Aspirantado.
Conclusão do período de Aspirantado
Concluir o Curso do Aspirantado e a formação em Cambonagem não significa que a Vinculação acontecerá automaticamente.
O Aspirantado também existe para que você conheça a Casa por dentro e compreenda se deseja realmente continuar sua caminhada conosco. Ao mesmo tempo, a Casa também acompanhou esse período de convivência e formação.
Ao final desse processo, existe uma decisão sobre a continuidade dessa caminhada.
Decisão de continuidade
Ao concluir o período do Aspirantado, você poderá manifestar o desejo de continuar sua caminhada no Ilé.
Esse é um momento importante porque pertencer à Corrente envolve assumir uma nova relação com a Casa, com sua formação e com as responsabilidades que virão a partir daí.
A continuidade será conduzida conforme os fundamentos e orientações da Casa. Quando essa continuidade for confirmada, chegamos ao Ritual de Vinculação.
Ritual de Vinculação
A Vinculação é um ritual. Ela não é apenas uma formalidade, uma matrícula ou a entrega de um novo uniforme.
O Ritual de Vinculação marca uma mudança na relação daquela pessoa com o Ilé. É a partir dessa Vinculação que ela passa a integrar formalmente a Corrente da Casa. Por isso, existe toda uma trajetória antes desse momento.
Formação contínua
A formação não termina. Na verdade, uma Casa de Àṣẹ é também um espaço de aprendizado contínuo.
Depois da Vinculação, novas aulas, vivências, conhecimentos e responsabilidades serão apresentados ao longo da caminhada, de acordo com cada etapa.
Você não precisa saber agora tudo aquilo que aprenderá no futuro. Precisa construir uma boa base para compreender aquilo que virá depois.
Cada etapa tem seu tempo
Durante o Aspirantado, é natural olhar para os irmãos mais antigos e encontrar funções, conhecimentos e práticas que você ainda não conhece. Isso não significa que esteja atrasado ou que deveria aprender tudo agora. Significa apenas que vocês estão em momentos diferentes da caminhada.
Quando encontrar algo que ainda não pertence à sua formação, guarde a curiosidade. Muitos desses conhecimentos chegarão no momento adequado.
O que posso doar para o Templo?
O que posso doar para o Templo?
Para quem deseja ajudar e não sabe o que trazer
É muito comum os filhos da Casa perguntarem: “Mãe, o que eu posso doar para o Templo?”
E foi justamente por isso que criamos este espaço.
Existem materiais que fazem parte da nossa rotina e que utilizamos com bastante frequência nas giras, nos rituais, na limpeza, na organização e nos cuidados com a Casa.
Aqui você encontrará alguns desses itens para que, quando sentir vontade de contribuir com algo além da sua mensalidade, saiba o que realmente utilizamos e o que pode ajudar no dia a dia do Templo.
Não é uma obrigação e não existe quantidade mínima. É apenas uma forma de facilitar para quem deseja colaborar e muitas vezes fica em dúvida sobre o que trazer.
Alguns produtos precisam seguir uma marca, tipo ou especificação utilizada pela Casa. Quando houver essa indicação, consulte os responsáveis antes de comprar.
Velas estão entre os materiais utilizados com frequência nas atividades da Casa.
Consulte antes quais cores a Casa está precisando.
Antes de comprar, consulte qual marca a Casa está utilizando.
Consulte antes da compra para confirmar a referência correta.
Como temos muitas pessoas circulando pela Casa e atividades acontecendo durante a semana, materiais de limpeza, higiene e organização têm um consumo constante. Por isso, esses itens também ajudam bastante na rotina do Templo.
Precisam ser resistentes.
Em rolo — diferente do interfolhado.
Cândida · cloro · desinfetante · desengordurante · esponja · palha de aço (Bombril)
Consulte os responsáveis para saber quais produtos a Casa está precisando no momento.
Alguns itens precisam seguir uma marca, composição, tamanho ou tipo específico.
Sempre que encontrar nesta página a indicação “Consulte antes”, confirme com os responsáveis antes de adquirir o produto.
Assim evitamos que você compre algo com a intenção de ajudar e que, por alguma especificação, não possa ser utilizado pela Casa.
Quero doar. Como faço?
Veja nesta página aquilo com que deseja contribuir.
Se o produto tiver a indicação “Consulte antes”, confirme a marca, tipo ou necessidade antes da compra.
Depois, basta levar sua doação ao Templo e entregar ao responsável para que o material seja organizado corretamente.
Uma Casa cuidada por muitas mãos
As doações são espontâneas e não substituem a contribuição mensal. Elas são apenas mais uma maneira de colaborar com materiais que fazem parte da rotina da Casa.
Pode ser uma vela, um detergente, um pacote de papel-toalha ou uma quantidade maior de algum material. Não é o tamanho da doação que importa. Cada um contribui quando pode e da maneira que pode.
Chegou minha Vinculação. E agora?
Chegou minha Vinculação. E agora?
Um novo momento começa na sua caminhada dentro da Casa.
Antes das orientações práticas, compreenda o que este momento representa.
Assista ao vídeo
▶ Mãe Kátia — Uma palavra sobre a VinculaçãoVídeo no YouTube · abre em uma nova abaEsta página existe para que você compreenda o que acontece ao final do Aspirantado, caso você e a Casa decidam pela continuidade: o Ritual de Vinculação, quando você passa a ser membro da Corrente e parte da família espiritual da Casa.
Durante o Aspirantado, você teve tempo para conhecer a Casa, estudar, participar da rotina, conviver com seus irmãos e compreender melhor aquilo que significa caminhar dentro de uma comunidade de Àṣẹ. A Casa também teve tempo para conhecer você.
Agora, uma nova etapa começa.
O que é a Vinculação?
A Vinculação é o ritual que marca sua entrada formal para a Corrente do Templo.
Até aqui, você caminhou conosco como aspirante. Durante esse período, conheceu a Casa, recebeu formação, participou de suas atividades e começou a compreender seus fundamentos, sua organização e sua maneira de viver o sagrado.
A Vinculação marca uma mudança nessa relação. A partir dela, começa uma nova etapa de pertencimento, formação, vivência e responsabilidade dentro do Ilé.
A Vinculação não significa que, a partir daquele momento, você precisa saber tudo. Ao contrário. Você está começando uma nova etapa e continuará aprendendo ao longo da sua caminhada na Corrente.
O que preciso providenciar para minha Vinculação?
Estes são os itens que você deverá providenciar para o Ritual de Vinculação.
Antes de comprar qualquer item que ainda não tenha sua especificação indicada nesta página, confirme com a responsável pelo Aspirantado.
Não é apenas uma lista de itens
Ao se preparar para a Vinculação, você não precisa apenas saber o que comprar.
Ao longo da sua caminhada, também aprenderá a compreender por que determinados itens passam a fazer parte da sua vida dentro da Casa, quando são utilizados e como devem ser cuidados.
- O que é
- É a veste que passa a ser utilizada pelo médium nos trabalhos litúrgicos da Casa após a Vinculação. No Ritual de Vinculação, essas vestes são consagradas por Vovó Branca, com a defumação do cachimbo e o cruzamento com pemba.
- Qual sua função
- A roupa deixa de ser apenas uma roupa branca comum e passa a integrar os elementos litúrgicos utilizados pelo médium em sua caminhada dentro da Casa. No ritual, sua consagração marca essa mudança de condição.
- Quando utilizamos
- Nos trabalhos e atividades em que é solicitada a roupa litúrgica da Casa.
- Como cuidar
- Tenha sempre muito zelo pela sua roupa litúrgica. Ela não pode ser lavada junto com outras roupas e deve ser guardada separada das roupas do dia a dia. Você pode colocar junto dela um algodão com um pouco de óleo essencial de alfazema — com cuidado para que o óleo não encoste no tecido e manche a roupa.
- Orientações importantes
- A roupa levada para a Vinculação ainda passará pelo rito de consagração antes de assumir seu uso litúrgico.
- O que é
- É um fio de contas recebido no Ritual de Vinculação e que passa a acompanhar o médium em sua caminhada dentro da Casa. No ritual, Vovó Branca a coloca no médium depois do cruzamento com pemba.
- Qual sua função
- Dentro do próprio ritual da Casa, a Guia de Òṣàlá é entregue como elemento de defesa e energização na direção da fé e da religiosidade.
- Quando utilizamos
- Passa a integrar os elementos litúrgicos do médium após sua Vinculação.
- Como cuidar
- A acrescentar conforme orientação da Casa.
- Orientações importantes
- A Guia deve ser preparada conforme a orientação da Casa e levada aberta para a Vinculação. O fechamento será realizado pela sacerdotisa. Veja a seção Como montar minha Guia de Òṣàlá.
- O que é
- A pemba branca é um elemento litúrgico utilizado no próprio Ritual de Vinculação.
- Qual sua função
- Na Vinculação, ela participa do cruzamento e da consagração das vestes e do médium.
- Quando utilizamos
- A pemba solicitada na lista será utilizada durante o Ritual de Vinculação.
- Como cuidar
- A acrescentar conforme orientação da Casa.
- Orientações importantes
- Levar 1 pemba branca conforme solicitado na lista da Vinculação.
- O que é
- É um dos itens pessoais solicitados para a Vinculação e que fará parte da organização dos materiais do médium na Casa.
- Qual sua função
- A acrescentar conforme orientação da Casa.
- Quando utilizamos
- A acrescentar conforme orientação da Casa.
- Como cuidar
- A acrescentar conforme orientação da Casa.
- Orientações importantes
- Não confundir a bolsa branca com a sacola branca destinada aos fios de conta.
- O que é
- É a vela utilizada em um momento específico do Ritual de Vinculação.
- Qual sua função
- A acrescentar conforme orientação da Casa.
- Quando utilizamos
- Durante o Ritual de Vinculação, no momento previsto para o batismo.
- Como cuidar
- A acrescentar conforme orientação da Casa.
- Orientações importantes
- Durante o ritual, a vela é segurada pelo vinculando, acesa pela hierarquia, entregue ao representante dos padrinhos no momento do batismo e depois devolvida acesa ao vinculando.
A Guia de Òṣàlá é um dos itens que você deverá preparar para o seu Ritual de Vinculação. Preste atenção às especificações antes de comprar os materiais.
Você vai precisar
As contas devem ser de porcelana leitosa. Não podem ser de plástico.
Tamanho e material a serem informados pela Casa.
Atenção na hora da compra
- Conta de porcelana leitosa — 8 mm
- Miçanga branca leitosa — 2 mm ou 4 mm
- Firma branca
Não utilize contas de plástico na Guia de Òṣàlá.
Sequência da Guia
Esquema conforme o material de Vinculação da Casa. Respeite a sequência e a ordem das contas.
Depois de montar, não feche a sua Guia de Òṣàlá. Deixe aproximadamente 15 cm de fio sobrando de cada lado e leve a Guia aberta para o Ritual de Vinculação.
Como me preparar para a Vinculação?
Durante a semana
Durante a semana da sua Vinculação, procure preservar-se.
Evite discussões, conflitos, desentendimentos e situações desnecessárias que possam lhe trazer agitação.
Faça suas rezas e procure chegar ao ritual com presença e consciência daquilo que irá viver.
Banho de purificação
O banho deverá ser preparado para a sua Vinculação. Você poderá tomá-lo na sexta-feira à noite, antes de dormir, ou no sábado pela manhã, antes de ir para o Templo.
Elementos do banhoDurante o ritual, Vovó Branca pergunta a cada aspirante quem são seus padrinhos espirituais, e o aspirante responde com os nomes do casal de padrinhos. Defina seus padrinhos espirituais antes da Vinculação e, se tiver dúvida sobre como escolhê-los, converse com a responsável pelo Aspirantado.
No dia da minha Vinculação
A Vinculação acontece sempre num sábado pela manhã. O horário de chegada será combinado com você quando o ritual estiver se aproximando.
A pontualidade também é uma forma de reverência ao sagrado.
Antes de sair de casa, confira se está levando tudo aquilo que foi solicitado para sua Vinculação.
- Roupa litúrgica branca
- Guia de Òṣàlá aberta — lembre-se: não fechar
- 1 pemba branca
- Bolsa branca
- Vela de batismo
- Nomes dos seus padrinhos espirituais
Ao chegar ao Templo, entregue os itens solicitados à responsável pelo Aspirantado.
Minha família pode estar presente?
Sim.
Sua família poderá estar presente para acompanhar e testemunhar esse momento importante da sua caminhada.
Leve sua lista com você
Para facilitar sua organização, disponibilizamos também uma lista de consulta rápida com os itens e as principais orientações para a Vinculação. Você poderá salvar o material no celular, imprimir ou levá-lo com você quando for comprar os itens.
A página contém as orientações completas. O PDF é uma lista de consulta rápida para ajudar na sua organização.
E depois da Vinculação?
A Vinculação não encerra sua formação. Ela marca o começo de uma nova maneira de viver a Casa.
A partir desse momento, você passa a integrar formalmente a Corrente, como parte da família espiritual da Casa, e começa uma nova etapa de aprendizados, vivências e responsabilidades. As orientações dessa nova etapa serão apresentadas a você depois da Vinculação.
Você não precisa sair do Ritual de Vinculação sabendo tudo. Sua formação continuará acontecendo ao longo da caminhada.
Rezas
Rezas
Àdúrà — palavras dirigidas ao sagrado
Na língua yorùbá, àdúrà é a palavra utilizada para prece, oração, súplica ou pedido dirigido ao sagrado.
Rezar faz parte da nossa relação com o sagrado. Através da àdúrà, colocamos em palavras aquilo que desejamos agradecer, pedir, fortalecer ou entregar.
Podemos rezar coletivamente, como fazemos no início dos nossos trabalhos, mas também podemos fazer nossas preces individualmente, em diferentes momentos da nossa caminhada. Por isso, reunimos neste espaço algumas das rezas utilizadas e ensinadas em nossa Casa.
Aqui você encontrará àdúrà para Orí, fortalecimento da mediunidade, proteção e cuidados espirituais, além de preces direcionadas aos Guias, Òrìṣà e Ancestrais.
E você não precisa decorar todas elas. Com o tempo, algumas palavras se tornam familiares… algumas rezas passam a fazer parte da sua rotina… e você também aprende que rezar não é apenas repetir um texto.
Como fazer sua reza?
Você não precisa de um lugar perfeito ou de uma condição especial para rezar.
Sempre que possível, escolha um momento em que possa diminuir um pouco o ritmo e estar presente naquilo que está fazendo. Antes de começar, respire… organize seus pensamentos e compreenda por que você está fazendo aquela àdúrà.
Não tenha pressa em terminar. Leia as palavras com atenção, entendendo aquilo que está dizendo. A força da reza não está em falar rapidamente ou simplesmente repetir um texto, mas na consciência, na fé e na intenção colocadas naquele momento.
Se estiver em casa, você pode escolher um lugar tranquilo. Se desejar acender uma vela ou utilizar algum outro elemento, faça isso somente quando houver uma orientação específica para aquela reza.
E lembre-se: você também pode falar com o sagrado utilizando suas próprias palavras. As rezas reunidas aqui podem orientar e acompanhar você, mas sua relação com o sagrado não depende de decorar um texto.
Encontre uma reza
Nenhuma reza encontrada com essa palavra.
Glossário
Palavras da Casa
Um glossário dos termos que você vai encontrar nas aulas, nas giras e nesta página.
Muitas palavras da nossa Casa vêm do yorùbá e da tradição vivida no Templo. Este glossário existe para que você possa consultá-las sempre que precisar — e para que ninguém precise chegar sabendo.
Nenhuma palavra encontrada.
Não encontrou uma palavra?
Este glossário acompanha a formação da Casa e poderá receber novos termos ao longo do tempo.
Se você encontrou durante uma aula, gira ou atividade uma palavra que ainda não compreende, pergunte. Não existe obrigação de chegar sabendo.
Contatos úteis
Contatos úteis
A comunicação também faz parte da organização da nossa Casa.
Aqui você encontra o grupo e os principais contatos que podem ajudar em diferentes momentos da sua caminhada.
Este é o nosso principal canal de comunicação para avisos, orientações, atividades e informações importantes da Casa.
ENTRAR NO GRUPO DO WHATSAPPCom quem preciso falar?
Para informações gerais, assuntos administrativos e orientações relacionadas ao funcionamento do Templo.
FALAR COM O TEMPLOPara dúvidas relacionadas ao Aspirantado, formação, atividades, participação e orientações desta etapa da caminhada.
FALAR COM MÃE SONESSOPara assuntos que necessitem da orientação da sacerdotisa e que não possam ser resolvidos pelos responsáveis das respectivas áreas.
FALAR COM MÃE KÁTIAFornecedor de ervas indicado como sugestão para quem não tem onde comprar. Você trata diretamente com ele como quer fazer e o pagamento.
Se você já tem seu erveiro, pode continuar com ele. O Templo não tem vínculo com o fornecedor e não recebe nada por essa indicação.
ENCOMENDAR COM O CARECAContato: Rodrigo · +55 11 97750-4520
Ao entrar em contato, informe #casadosorixás.
FALAR COM O RODRIGOProcure primeiro o responsável pela área relacionada à sua dúvida.
Quando a situação necessitar da orientação da Ìyálòrìṣà, ela será encaminhada ou você poderá procurar Mãe Kátia diretamente.
O compromisso com a nossa Casa de Àṣẹ
Por que não posso ir em outro terreiro?
Por que precisamos de autorização para frequentar outros terreiros?
Quando escolhemos fazer parte de uma Casa de Àṣẹ, não estamos apenas escolhendo um lugar para frequentar aos sábados.
Estamos assumindo um compromisso com uma tradição, seus fundamentos e a maneira como nossa caminhada espiritual será orientada. Esse compromisso começa no Aspirantado, quando aprendemos a conhecer a Casa, seus cuidados e suas responsabilidades.
Cada terreiro possui sua história, seus conhecimentos e suas práticas religiosas. Nenhum precisa ser inferior ao outro para que existam diferenças importantes entre eles.
Isso inclui participar de giras, receber atendimentos, realizar rituais ou consultar oráculos com outros sacerdotes.
A árvore e os jardins
Imagine uma pessoa cultivando uma árvore. Ela aprende a preparar a terra, regar e oferecer os cuidados necessários ao seu crescimento.
Um dia, visita outros jardins e encontra técnicas diferentes:
Encantada, decide aplicar tudo aquilo à sua árvore. Mas será que tantos cuidados diferentes realmente ajudarão?
Na espiritualidade, acontece algo semelhante. Cada Casa possui fundamentos e formas próprias de conduzir seus rituais. Participar de diferentes práticas sem compreender suas particularidades pode trazer conflitos de orientação e compromissos que ainda não estamos preparados para assumir.
Quando muitas orientações se transformam em confusão
Imagine que você recebe uma orientação espiritual no Templo, mas depois procura outro sacerdote para consultar um oráculo. Nessa consulta, ouve algo diferente sobre seu Orí, seus Òrìṣà ou sua caminhada religiosa.
O que antes estava sendo construído com tranquilidade pode se transformar em insegurança, medo e dúvidas.
Isso não significa que outros sacerdotes estejam errados. Significa que orientações pertencentes a fundamentos diferentes nem sempre podem ser reunidas como se fossem uma coisa só.
Por isso, em nossa Casa, não incentivamos consultas oraculares paralelas. Elas também dependem de autorização prévia da sacerdotisa.
Maturidade espiritual também é saber se preservar
Quando participamos de atividades em outro terreiro, entramos em contato com um ambiente religioso, práticas e formas de manifestação que podem ser diferentes daquelas que conhecemos.
Para alguém que ainda está desenvolvendo sua compreensão espiritual e mediúnica, essas experiências podem provocar interpretações equivocadas.
- Uma palavra ou uma manifestação pode impressionar.
- Uma orientação recebida sem o devido entendimento pode gerar medo.
- Quando a pessoa se deixa conduzir pela sugestão, pode passar a interpretar tudo o que sente como sinal de algum problema espiritual.
Na compreensão religiosa da nossa Casa, também consideramos que os rituais envolvem cuidados com as energias espirituais, que não devem ser manipuladas ou misturadas sem conhecimento.
Quem cuida precisa saber o que foi feito
A sacerdotisa acompanha a formação e os cuidados espirituais de seus filhos dentro dos fundamentos do Templo.
Mas imagine alguém que participa de rituais externos, recebe orientações e realiza procedimentos sem comunicar à Casa. Depois, retorna com dúvidas, inseguranças ou dificuldades e espera que a sacerdotisa compreenda e resolva tudo.
Isso não significa deixar de acolher quem enfrenta dificuldades. Significa compreender que o cuidado espiritual também exige sinceridade e responsabilidade de quem o recebe.
Confiança é parte do pertencimento
Ao entrar para o Templo, você escolhe confiar sua formação religiosa à condução da Casa.
Como devemos proceder?
Se você receber um convite para frequentar outro terreiro, participar de uma gira, receber atendimento, realizar um ritual ou consultar um oráculo:
E solicite autorização antes de participar.
Assim, a participação poderá ser avaliada com responsabilidade.
Não basta comunicar depois.
Para guardar
A árvore não precisa desconhecer os outros jardins para crescer. Mas precisa receber cuidados coerentes com suas necessidades.
Da mesma maneira, nossa caminhada espiritual não se fortalece pela quantidade de rituais que realizamos ou de sacerdotes que consultamos.
Ela se fortalece pelo conhecimento, pela confiança, pelo discernimento e pela responsabilidade com aquilo que escolhemos viver.